A série traz um tema polêmico e atual, como uma geração que já nasce conectada e precisa lidar com tudo que essa exposição exarcebada traz consigo.
A série também aborda os desafios de criar filhos adolescentes neste modelo de sociedade. Obviamente as diferenças culturais tem um peso na questão, visto que paÃses europeus e mesmo os Estados Unidos tem uma cultura onde a "independência" e "privacidade" das crianças/adolescentes é reforçada desde muito cedo. Já nos paÃses sulamericanos, por exemplo, o relacionamento com os pais é muito mais próximo e respeitoso.
Tecnicamente a série é muito boa e o plano-sequencia traz uma dinâmica muito interessante para os episódios, contudo, apesar de ter material para ser explorado em pelo menos mais 6 episódios, a série acaba repentinamente no 4° episódio.
Eu, que comecei a assistir a série enquanto fazia meus treinos na esteira, fiquei meio sem entender que a série havia acabado.
Vi que os diretores/produtores falaram que era uma forma de convidar o público a pensar sobre o assunto, mas com uma temática tão densa, fica a impressão de que terminou antes do tempo.
Uma segunda temporada (completa desta vez) pode salvar a série e de fato debater e fechar os diversos arcos que foram abertos e ficaram sem um desfecho.