Poderia se chamar Anatomia de um Casamento, Anatomia de um Acidente, Anatomia de um Julgamento ou qualquer outro nome que dê a ideia de esmiuçar as circunstâncias até jorrarem inúmeros pontos de vista plausÃveis para explicar um crime.
Na ausência de evidências conclusivas e materialidade suficientes para sustentar uma condenação, o roteiro aborda a perspectiva dos envolvidos. Pois, quando todos tem a sua razão, ninguém tem razão e cabe à Justiça, ao momento histórico, aos personagens e aos expectadores escolherem um lado, segundo suas próprias crenças e convicções morais.
Com base nestas premissas, temos um belo filme que não ergueu nenhuma bandeira moderna mas flertou com todas elas. Falou de feminismo e misoginia, falou de culpa em oposição à responsabilidade (conceitos da psicanálise), amor e sexo, fidelidade, heteronormatividade, saúde mental, entre outros. 10/10