É difÃcil ser Tarantino!
Muitos personagens podem se atropelar numa narrativa que não mantém o nÃvel de atenção que um bom roteiro estabelece e que a direção respeita, permitindo que a montagem encaixe cada peça, montando o quebra-cabeça e revelando a lógica da narrativa.
No caso desse filme nada se sustenta e tudo fica sem sentido. Mesmo nas sequencias de pura violência, também uma especialidade do Tarantino, há um desperdÃcio de energia, inclusive na cena onde onde um dos matadores faz do rosto da sua vÃtima um fantoche declamando um texto de perdão. Seria poético em um contexto mais elaborado, mas se perde no emaranhado das múltiplas situações da narrativa.
O elenco estelar também remete ao diretor citado. Mas nesse caso parece mais uma brodagem para ajudar o diretor (Joe Carnahan ) a marcar território.
Isso pode ser comprovado pelo baixo orçamento do filme.
Muito barulho por nada.